ontem e hoje foram dias longos. não porque fiquei muito tempo acordada. porque algumas coisas internas funcionaram muito. revoluções aconteceram, naquele sentido de 360°.

ultimamente eu só tenho pensado em viagem, viagem, viagem, e isso é bom. tenho até medo de as pessoas se tornarem desimportantes pra mim depois dela. tô muito auto-suficiente. mas aquele drama de mulher que só é feliz do lado de um cara realmente pega, mesmo pra mim que critico tanto os nossos costumes babacas.

ah, é verdade, tudo começou anteontem! é tão estranho, às vezes ele parece tão distante da minha realidade, às vezes tão necessário... falei tudo pra ele, lembrei dos meus cortes mais profundos, mas ainda assim não senti na pele o que senti hoje. me lembrei tão bem dos piores meses da minha vida até hoje (não que eu pretenda me deixar sofrer assim de novo). deu até vontade de ligar pro bendito. mas eu não ia estar sendo verdadeira comigo mesma, foi só um momento de muita sensibilidade. e não seria bom sentir que tudo aconteceu só pra mim. aliás, pensando agora, um ponto que eu nunca tinha levado em consideração... pra ele essa história acabou há um ano e meio. não há menos de seis meses como pra mim. pra mim é recente, pra ele, um passado relativamente distante. realmente, só eu vivi aquilo. não tenho testemunhas.

o filme de hoje me lembrou de como as pessoas são idiotas e deixam imposições tomarem as rédias de suas vidas. o casal se amava, ele viajou, ficou anos fora, ela casou com o irmão dele, ele casou com a menina e depois mesmo querendo eles não fizeram nada pra ficarem juntos de novo. e ela até o fim querendo estar ao lado dele. se for assim prefiro nem sentir isso! prefiro ficar sozinha a ver em um homem que não está comigo o que eu queria pra minha vida! meu deus!

é terrível olhar nos olhos de uma pessoa e ver que, apesar da proximidade física, a distância moral, espiritual, emocional impõe barreiras intransponíveis. fiquei até com medo de aquilo continuar em mim. mas passou, foi só uma sensação, uma lembrança.

tudo no fim é isso. a gente sempre preza mais o que já foi, o que vai ser. são sinônimos que apenas existem em tempos diferentes.

I can tell by the tone of your voice,
that this isn't working out
I can tell by the look in your eyes,
you've made up your mind, you haven't got a doubt
I remember when i first saw you,
remember the way i felt
and now your breaking me to pieces,
I don't know how i'll deal with this

but if i...
learned anything at all
it was to always be true to myself and
I know that this isn't the end of it all

and if i...
learned anything at all it was to never give up
'cause I see all my dreams laid out in front of me
and for once it doesn't seem so tough.


Foi-se embora, desprendeu-se, escorreu, escorregou…
Sei que foi pra sempre, mas não o digo muito alto.
É por medo de lhe despertar se estiver adormecido.
É por medo de num canto escuro ele estar escondido.

Mas sussurro pra minha calma: “Ele se foi”.
E me sinto diferente.
Nem feliz, nem triste,
Apenas leve.


essa viagem promete mudar a minha vida. mas eu também sei que ela vai me ensinar a ver que eu posso fugir de tudo, menos de mim mesma. e é dentro de mim que tenho que enfrentar os maiores problemas.
mas se eu já sei a teoria, pra que levar na cabeça?
porque eu sou um ser humano e, como tal, tenho que ser engaiolado pra dar valor e conceituar a liberdade.
eu ainda não me dei conta do que vai acontecer comigo, acho que mesmo quando eu estiver lá eu vou ficar meio alheia a isso. aí vou ter várias ondas de saudades que vão passar.
acho que a minha ânsia por novidades, novas pessoas, motivos pra eu acreditar que ainda vale a pena viver nesse mundo selvagem, vai fazer tudo fazer sentido, cada gota de saudade vai ser bem aproveitada.
podem me chamar de louca, de masoquista, de inconsequente (que nao tem mais trema!), mas eu sei que sou egoísta o suficiente pra escolher o que é melhor pra mim. e seria tão estúpido e comum perder essa chance que eu não consigo ver isso no livro da minha vida. quero ter histórias pra contar. lembranças pra guardar. amigos pra escrever. quero saber que superei tanta coisa, que problema poderia ser maior?
no fim, estou aqui pra aprender, evoluir, e tentar ser feliz no meio dessa loucura toda. é isso.


Eu quis querer o que o vento não leva
Prá que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa

p.s.: não disse que ia escrever sobre alguém que faz meu coração bater mais forte?

tinha que ser você, minha incógnita

ah
com certeza escreverei aqui sobre alguém que fez meu coração bater mais forte, minhas mãos suarem, minhas ilusões florescerem e meu pensamento atravessar distâncias em seu nome.

mas desta vez escrevo com meu peito aberto. sem lenço nem documento, de frente, do alto. da altura da minha mais pura ignorância, que só ela nos permite crescer mais e mais sem nunca destruí-la.

escreverei aqui sobre o que faço, o que deixo de fazer, o que penso e sinto, mesmo que numa madrugada insalubre, parte da minha tpm de mulher nervosa e sensível. nervosa porque não há quem me aguente (nunca vou parar de sofrer pela ausência do trema!) nesses dias e, se alguém aguentasse, me veria chorando mais vezes do que o normal e suportável.

prestes a uma despedida, então, nem se fala. a maior despedida da minha vida até agora (ainda bem). nunca gostei dessa situação, agora é tão pra valer que dói a cada frase de novela ou abraço de filme. a cada abraço do meu pai, mesmo. eu já estou derramando lágrimas demais aqui, imagine lá, sozinha do outro lado do mundo? não quero nem pensar. mas foi por isso mesmo que escolhi isso pra mim. escolhi crescer de uma vez.

blog novo, vida nova, acho que vou postar aqui as coisas da viagem também.
se tudo der certo, vou dia 27 de agosto e chego dia 28 em Istambul, com direito a Madri e tudo!

beijo