quem eu sou muda tanto que chega a ser incoerente. mas mudo sempre pra buscar coerência. a cada hora temos uma coisa em mente, e na maioria das vezes nos apegamos muito à nossa própria vida, esquecemos que esse mundo em que vivemos precisa de cada um de nós. mesmo que não possamos mudar isso de um dia pra noite, mesmo que pareça grande demais e fora de alcance, o que podemos fazer é mudar a nós mesmos, como podemos, como achamos que devemos. olhar pra imagem no espelho e pensar em como ela pode fazer a diferença. e se não estamos contentes com o que vemos ou o que sentimos ou a repercussão que causamos, temos que ser fortes pra sair do comodismo e ir à luta. o que sentimos é importante, mas não pode sobrepor o mundo. o amor é bom, intenso, maravilhoso, dói, saudade dói, solidão dói e é muito bom também. já me obriguei a esquecer amores inesquecíveis, já amei em questão de dias e esse amor durou muito. talvez dure. e, quem sabe, um dia, a gente tenha a sorte de que algo fique em nossas vidas pra sempre! um amor sonhado... quem não quer? talvez o que sentimos não acabe, mesmo que passe, mesmo que saia da cena evidente de nossas vidas. em algum momento aquilo foi importante. aquela música, aquele filme, aquele aroma, lugar... mas a gente descobre que existem fontes inesgotáveis de felicidade e essa é só a gente que pode fazer, sem contar muito com nada além de nós mesmos. o que mais importa não é o que nos rodeia, mas sim como enxergamos o que está à nossa volta.

mudei o layout porque fiz um blog pra Turquia e quis colocar aquele vermelho lá. combina xD
aí aqui ficou assim, tudo bagunçado, mas não tô com tempo de mexer nisso.

bem agora que eu vou conseguir dar aquela escapadela por 10 meses, alguém que vale a pena aparece! vamos ver no que dá... como eu vou voltar, como ele vai estar, mas é tão bom sentir isso, mesmo que por um curto período de tempo!
e é tão bom poder ser eu mesma com alguém e essa pessoa ainda gostar disso! hahaha

tô boba demais com isso, sabe... espero que dê tudo certo...

'vida louca vida
vida breve
já que eu não posso te levar
quero que você me leve...'



por tudo o que me deste,
inquietação, cuidado,
um pouco de ternura,
é certo, mas tão pouca...
noites de insônia
pelas ruas como louca.
obrigada, obrigada
por aquela tão doce
e tão breve ilusão.
embora nunca mais,
depois de que a vi desfeita,
eu volte a ser quem fui...
sem ironia, aceita
a minha gratidão.
que bem que me faz agora
o mal que me fizeste.
mais forte e mais serena
e livre e descuidada
sem ironia, amor, obrigada.
obrigada por tudo o que me deste,
por aquela tão doce
e tão breve ilusão...
embora nunca mais,
depois de que a vi desfeita,
eu volte a ser quem fui,
sem ironia, aceita
a minha gratidão.


ai como eu tenho pena de mim mesma às vezes...
tão ingênua...
mas as pessoas exageram também, vai?
ok, talvez quem mais exagere seja eu... não posso culpá-las.

ontem e hoje foram dias longos. não porque fiquei muito tempo acordada. porque algumas coisas internas funcionaram muito. revoluções aconteceram, naquele sentido de 360°.

ultimamente eu só tenho pensado em viagem, viagem, viagem, e isso é bom. tenho até medo de as pessoas se tornarem desimportantes pra mim depois dela. tô muito auto-suficiente. mas aquele drama de mulher que só é feliz do lado de um cara realmente pega, mesmo pra mim que critico tanto os nossos costumes babacas.

ah, é verdade, tudo começou anteontem! é tão estranho, às vezes ele parece tão distante da minha realidade, às vezes tão necessário... falei tudo pra ele, lembrei dos meus cortes mais profundos, mas ainda assim não senti na pele o que senti hoje. me lembrei tão bem dos piores meses da minha vida até hoje (não que eu pretenda me deixar sofrer assim de novo). deu até vontade de ligar pro bendito. mas eu não ia estar sendo verdadeira comigo mesma, foi só um momento de muita sensibilidade. e não seria bom sentir que tudo aconteceu só pra mim. aliás, pensando agora, um ponto que eu nunca tinha levado em consideração... pra ele essa história acabou há um ano e meio. não há menos de seis meses como pra mim. pra mim é recente, pra ele, um passado relativamente distante. realmente, só eu vivi aquilo. não tenho testemunhas.

o filme de hoje me lembrou de como as pessoas são idiotas e deixam imposições tomarem as rédias de suas vidas. o casal se amava, ele viajou, ficou anos fora, ela casou com o irmão dele, ele casou com a menina e depois mesmo querendo eles não fizeram nada pra ficarem juntos de novo. e ela até o fim querendo estar ao lado dele. se for assim prefiro nem sentir isso! prefiro ficar sozinha a ver em um homem que não está comigo o que eu queria pra minha vida! meu deus!

é terrível olhar nos olhos de uma pessoa e ver que, apesar da proximidade física, a distância moral, espiritual, emocional impõe barreiras intransponíveis. fiquei até com medo de aquilo continuar em mim. mas passou, foi só uma sensação, uma lembrança.

tudo no fim é isso. a gente sempre preza mais o que já foi, o que vai ser. são sinônimos que apenas existem em tempos diferentes.

I can tell by the tone of your voice,
that this isn't working out
I can tell by the look in your eyes,
you've made up your mind, you haven't got a doubt
I remember when i first saw you,
remember the way i felt
and now your breaking me to pieces,
I don't know how i'll deal with this

but if i...
learned anything at all
it was to always be true to myself and
I know that this isn't the end of it all

and if i...
learned anything at all it was to never give up
'cause I see all my dreams laid out in front of me
and for once it doesn't seem so tough.


Foi-se embora, desprendeu-se, escorreu, escorregou…
Sei que foi pra sempre, mas não o digo muito alto.
É por medo de lhe despertar se estiver adormecido.
É por medo de num canto escuro ele estar escondido.

Mas sussurro pra minha calma: “Ele se foi”.
E me sinto diferente.
Nem feliz, nem triste,
Apenas leve.